quarta-feira, 8 de abril de 2015

Sinpol faz ‘Raio X’ de delegacias no Sertão e Agreste de Pernambuco e constatam o pior

 Uma operação do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), denominada ‘Polícia Cidadã’, percorreu cidades do Sertão e Agreste do estado, entre os dias 14 de março e 5 de abril deste ano. A intenção foi levantar todas as informações necessárias sobre a situação das delegacias e seccionais das regiões. O Sinpol também verificou o funcionamento dos Institutos de Medicina Legal (IMLs). Todos os dados foram colocados num documento, batizado de ‘Dossiê I’.
Nessa primeira etapa do Dossiê, o Sinpol esteve em Arcoverde, Araripina, Agrestina, Belém do São Francisco, Belo Jardim, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Correntes, Custódia, Chã Grande, Exu, Garanhuns, Jupi, Lagoa de Itaenga, Lajedo, Moreno, Olinda, Ouricuri, Pesqueira, Petrolina, Recife, Santa Cruz do Capibaribe, São Caetano, São José da Coroa Grande, São José do Belmonte, Serra Talhada, Tacaratu, Tracunhaém, Timbaúba e Trindade. Além das Delegacias de Polícia, o sindicato ainda visitou os IMLs do Recife, Caruaru e Petrolina.
Os diretores do Sinpol puderam constatar o pior cenário possível: um descaso com o atendimento ao cidadão, com a investigação e com a solução de crimes, cujo trabalho é essencial para as garantias civis e o Estado Democrático de Direito, realizados com exclusividade pela Polícia Civil.

Para a diretoria do Sinpol, o dossiê não trata apenas de denunciar delegacias com paredes mofadas, fios aparentes, infiltrações, goteiras ou esgotos estourados, mas apresentar a sociedade pernambucana a situação caótica e desumana na qual se encontram os policiais civis no exercício de suas atividades.

“A Polícia Judiciária, ou seja, a Polícia Civil, tem o dever de investigar e solucionar crimes cometidos contra pessoas e instituições. O mínimo de que pode dispor um policial civil para o exercício de sua função são o ambiente salubre, os equipamentos adequados e as condições técnicas, além da valorização por meio de salários dignos que o incentive a exercer, exclusivamente, seu ofício”, afirmou o Sinpol.

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